____ *Mais uma...Para o coração.
Agora sei, que mesmo estando perto, a minha vida deixou de passar por ti. (Agora é tudo mais calmo e leve) Não sei se te apaguei de mim, certamente não. certamente farás sempre parte de um pequeno "caco" que ainda guardo com algum carinho. Tudo porque o que sinto é pena, e por isso carrego às costas uma mágoa imensa, que mesmo saltando de uma falésia.. não se afoga.
Para o coração
Não sei se é por acaso ou se vives em mim todos os dias (embora às vezes mais adormecido)...mas estás sempre lá. Desde a insignificante pedra que se assemelha ao teu cérebro até aos olhos escondidos por detrás dos óculos do rapaz que se esbarrou em mim. Fazes me pensar que estarei destinada a esta tortura diária... não por gostar de ti, o contrário por não seres nada. E é isso que me irrita de tal forma que te vejo em todo o lado. Quando abro o frigorífico, não vejo a vaca estampada no pacote de leite, vejo-te a ti, como se por magia fosses lá parar e estivesses a sorrir. Sim é ridículo... mas isso tu também o és.
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Para o coração
O problema às vezes nem eras tu, era eu. Mas os dias passaram-se tão devagar que o frio das tardes passadas ao teu lado gelavam-me. Era impossível viver, quanto mais amar. Não mudavas, nunca mudas-te, em vez disso cada dia fazias questão de me mostrar uma nova faceta tua. Estou aqui agora disposta a compreender-te. E tu onde estas? Porque não ficas do meu lado a segurar-me a mão, porque não me telefonas a perguntar como estou, porque é que cada dia que passa tenho mais certeza de que não vais voltar?
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Acordas-te. Não disseste nada, levantaste-te e caminhas-te em direcção à janela. O silêncio aprisionava-me a alma, não sabia o que dizer, o que fazer...como reagir. Abris-te a janela fechada a sete chaves. Respiras-te fundo, suspiras-te...como se de um ultimo suspiro se tratasse. Não falavas, mantinhas-te mudo. O silêncio era ensurdecedor. Levantei-me, despida de medos e arrependimentos... aproximei-me, toquei a tua mão esquerda enquanto a passavas no ombro direito. Correspondes-te ao toque, agarraste-me e colocaste-me à tua frente de olhar posto lá fora. Abraçaste-me.
- Vês aquela estrela? a partir de hoje é tua.
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Feitiço do amor
Deita fora as velas e não colhas as rosas do jardim. Guarda o teu melhor vestido no roupeiro e tira o gloss dos lábios. Não prendas o cabelo com um laço, deixa-o solto por definição. Não calces os sapatos, fica descalça.
Assim que chegar... abraça-o, sente o cheiro. Diz que o amas. Coloca-te de bicos de pés e dá-lhe um beijo de saudade.
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365 atrás |
Talvez perguntes para ti mesmo, sentado ai no canto preferido do teu sofá (aquele que proteges com toda a alma porque te é especial) o porquê de 365 atrás. Para mim é fácil para ti é impensável. Jamais saberás que te escrevo. Deixo tudo em vão para que o tempo se encarregue de levar todo o mal que carrego para bem longe. Num lugar frio e cinzento onde não sejam permitidos seres felizes, como eu. Quero caminhar em frente em direcção a ti, sem me esbarrar contra as tuas histórias passadas, os teus amores perdidos, as tuas fotografias rasgadas e as tuas promessas impossíveis... só assim irei continuar a saltitar de felicidade neste meu mundo colorido.
P.s. Perdi uma borboleta cor-de-rosa, se a vires guarda-a no teu coração. É tua
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365 atrás |
Ele entrou na minha vida devagarinho sem pisar as feridas que persistiam em não sarar. Respeitou o meu silêncio e a minha forma de estar. Fez me sentir bem ao seu lado mesmo estando calado...sorria. Gostava do sorriso terno e dos olhos meigos. Marcaram-me. Tanto que ainda hoje não consigo olhar-lhe nos olhos. Magoou-me. Pisou sem saber a barreira que eu pensava que existia entre mim e ele. Sonhava ter um companheiro de viagem, apenas para dizer: estou aqui conta comigo. Não queria o seu amor, muito menos a sua vida. Pensava criar um amigo.
Vou correr no jardim, talvez encontre um companheiro de viagem.
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365 atrás|
Hoje é o dia em que me dedicarei a ti. Não de corpo e alma como gostaria um dia. Mas terás de mim a magia do olhar e a ternura de um sorriso. Não sei se ficarei por muito tempo a escrever-te ou se um dia acabarei por cair no esquecimento.
Lá fora está sol e apetece-me correr no jardim como uma menina tonta que corre atrás de borboletas. Desculpa deixar-te, volto em breve...Apetece-me correr atrás das borboletas!
Um grande sorriso e até breve.
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