Não sei se é por acaso ou se vives em mim todos os dias (embora às vezes mais adormecido)...mas estás sempre lá. Desde a insignificante pedra que se assemelha ao teu cérebro até aos olhos escondidos por detrás dos óculos do rapaz que se esbarrou em mim. Fazes me pensar que estarei destinada a esta tortura diária... não por gostar de ti, o contrário por não seres nada. E é isso que me irrita de tal forma que te vejo em todo o lado. Quando abro o frigorífico, não vejo a vaca estampada no pacote de leite, vejo-te a ti, como se por magia fosses lá parar e estivesses a sorrir. Sim é ridículo... mas isso tu também o és.
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