365 atrás |
Ele entrou na minha vida devagarinho sem pisar as feridas que persistiam em não sarar. Respeitou o meu silêncio e a minha forma de estar. Fez me sentir bem ao seu lado mesmo estando calado...sorria. Gostava do sorriso terno e dos olhos meigos. Marcaram-me. Tanto que ainda hoje não consigo olhar-lhe nos olhos. Magoou-me. Pisou sem saber a barreira que eu pensava que existia entre mim e ele. Sonhava ter um companheiro de viagem, apenas para dizer: estou aqui conta comigo. Não queria o seu amor, muito menos a sua vida. Pensava criar um amigo.
Vou correr no jardim, talvez encontre um companheiro de viagem.
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