Nada...


Tentei pegar num lápis ou numa caneta, arrastei a folha de papel ou talvez fosse melhor escrever na mesa ou talves no chão, mas se escreve-se no chão a agua da chuva acabaria por levar as minhas palavras e o lápis nao se iria notar, a caneta nao ia sair caso me engana-se, e o papel qualquer um o deitava fora, um dia resumia-se a cinzas... Nao interessava o que queria era escrever... O tempo acorralava-me, sentia-me presa e queria fugir. Os dias fugiam rapido, tu nao estavas, as noticias eram escassas e o vento suprava e o teu cheiro constantemente se prendia a mim, o silencio era grande e a tua voz fazia-se ouvir dentro da minha cabeça...

Era tudo um sonho...

Na verdade não há nada para escrever, sinto-me solta... não quero o teu cheiro... nao quero a tua voz...

Nao há nada de ti em mim ...